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Vencedor do “Prêmio Esso de Jornalismo” e escrito em 1979, “Nos Porões da Loucura” retrata a famosa e homônima série de reportagens que Hiram fez para o jornal “Estado de Minas”, sobre os hospícios públicos de Minas, culminando com o Hospital-Colônia de Barbacena, também chamado de “A Sucursal do Inferno”, onde morreram mais de 60 mil pessoas consideradas loucas, incluindo crianças, por falta de tratamento médico, abandono e maus-tratos.

 

Seu livro é dedicado à memória do psiquiatra italiano Franco Baságlia, que se juntou aos próprios pacientes e com eles destruiu literalmente o seu próprio hospital psiquiátrico, para provar que os doentes mentais não são tão perigosos como se dizia. E com isso conseguiu a criação de uma lei  em seu país proibindo a construção de novos hospícios. Quando esteve em Minas e encorajou o então jovem repórter a transformar suas reportagens em livro, hoje adotado nas escolas de Medicina, Baságlia comparou os hospitais psiquiátricos do Estado como “campos de concentração”.

 

Ele declarou que,  desde os diretores até os mais simples atendentes destas instituições, todos eles, sem exceção, exerciam os papéis de carcereiros e torturadores”. Foi a gota d´água para o fim dos hospícios também no Brasil, a partir de Minas.